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    <title>Viravolta</title>
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      <![CDATA[Em 1994, eu disse para o Fran, após um período de escuta atenta de suas canções: está na hora de fazer um disco com este material. Ele respondeu: - Eu faço, se você for o cantor.

Nascia assim o que veio a ser o Viravolta – Irajá Menezes interpreta as canções de Fran Papaterra.

Newton Carneiro, com quem eu dividira a então recém extinta Banda Q Animou o Baile da Ilha Fiscal, naturalmente se tornou o terceiro parceiro da aventura.

Nós demoramos entre conceber o disco, escolher o repertório, arranjar e gravar, até o meio de 1996. Daí, para mixar e lançar já era o ano de 2000. Quantos hiatos! Prensamos 100% independentes, 500 cópias em Cd recordable.

Nesta versão de internet estão as 16 faixas mais os textos do encarte, incluídas dedicatórias, epígrafes, etc. As imagens do Escher (ou inspiradas nele) não estavam no projeto gráfico original. Irajá Menezes – Abril 2007]]>
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    <language>pt-br</language>
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    <pubDate>Fri, 10 Jan 2025 18:08:06 +0000</pubDate>
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    <copyright>Copyright 2025 Viravolta </copyright>
    <itunes:subtitle>Iraj&#225; Menezes 12 anos</itunes:subtitle>
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Nascia assim o que veio a ser o Viravolta &#8211; Iraj&#225; Menezes interpreta as can&#231;&#245;es de Fran Papaterra.

Newton Carneiro, com quem eu dividira a ent&#227;o rec&#233;m extinta Banda Q Animou o Baile da Ilha Fiscal, naturalmente se tornou o terceiro parceiro da aventura.

N&#243;s demoramos entre conceber o disco, escolher o repert&#243;rio, arranjar e gravar, at&#233; o meio de 1996. Da&#237;, para mixar e lan&#231;ar j&#225; era o ano de 2000. Quantos hiatos! Prensamos 100% independentes, 500 c&#243;pias em Cd recordable.

Nesta vers&#227;o de internet est&#227;o as 16 faixas mais os textos do encarte, inclu&#237;das dedicat&#243;rias, ep&#237;grafes, etc. As imagens do Escher (ou inspiradas nele) n&#227;o estavam no projeto gr&#225;fico original. Iraj&#225; Menezes &#8211; Abril 2007</itunes:summary>
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    <item>
      <title>&#202;ta, Vida Marvada!</title>
      <description>
        <![CDATA[(That's Why God Made the Movies) - Paul Simon

Diz que sim, diz que sim
Diz que vai me amar até o fim
Que você foi feita só pra mim
Assim do jeito que eu sou

Diz que não, diz que não
Diz que não é sua intenção
Magoar meu pobre coração
Diz que não, baby
Diz que sim, o yeah

Quando eu nasci
Mamãe morreu
E disse: Tchau, nenem, lá vou eu
E eu disse: Não faz assim
Ai de mim
E ela disse pr'eu ficar bem tranqüilo
E foi-se embora em grande estilo
Êta, vida marvada!

E eu caí na choradeira
E finalmente apareceu a enfermeira
Que disse: Não faz assim
Vai por mim
Se você for um sujeito esperto
As coisas todas vão dar certo
Êta, vida marvada!

Diz que sim, diz que sim
Diz que vai me amar até o fim
Que você foi feita só pra mim
Assim do jeito que eu sou

Diz que não, diz que não
Diz que não é sua intenção
Magoar meu pobre coração
Diz que não, baby
Diz que sim, o yeah

Quando eu nasci
Mamãe morreu
E disse: Tchau, nenem, lá vou eu
E eu saí por aí
Um garoto do mais fino trato
Criado pelos lobos do mato
Êta, vida!
Êta, vida!
Êta, vida marvada!
Que vida marvada!
Mamãe, mamãe...

Violão e teclado [piano, piano elétrico, cordas, bateria]: Newton Carneiro
Baixo: Mário Cezar Andreotti / Percussão: Guelo / Trompete: Nahor Gomes
 Arranjo: Newton Carneiro, Irajá Menezes e Fran Papaterra]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 23:59:48 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>(That's Why God Made the Movies) - Paul Simon

Diz que sim, diz que sim
Diz que vai me amar at&#233; o fim
Que voc&#234; foi feita s&#243; pra mim
Assim do jeito que eu sou

Diz que n&#227;o, diz que n&#227;o
Diz que n&#227;o &#233; sua inten&#231;&#227;o
Magoar meu pobre cora&#231;&#227;o
Diz que n&#227;o, baby
Diz que sim, o yeah

Quando eu nasci
Mam&#227;e morreu
E disse: Tchau, nenem, l&#225; vou eu
E eu disse: N&#227;o faz assim
Ai de mim
E ela disse pr'eu ficar bem tranq&#252;ilo
E foi-se embora em grande estilo
&#202;ta, vida marvada!

E eu ca&#237; na choradeira
E finalmente apareceu a enfermeira
Que disse: N&#227;o faz assim
Vai por mim
Se voc&#234; for um sujeito esperto
As coisas todas v&#227;o dar certo
&#202;ta, vida marvada!

Diz que sim, diz que sim
Diz que vai me amar at&#233; o fim
Que voc&#234; foi feita s&#243; pra mim
Assim do jeito que eu sou

Diz que n&#227;o, diz que n&#227;o
Diz que n&#227;o &#233; sua inten&#231;&#227;o
Magoar meu pobre cora&#231;&#227;o
Diz que n&#227;o, baby
Diz que sim, o yeah

Quando eu nasci
Mam&#227;e morreu
E disse: Tchau, nenem, l&#225; vou eu
E eu sa&#237; por a&#237;
Um garoto do mais fino trato
Criado pelos lobos do mato
&#202;ta, vida!
&#202;ta, vida!
&#202;ta, vida marvada!
Que vida marvada!
Mam&#227;e, mam&#227;e...

Viol&#227;o e teclado [piano, piano el&#233;trico, cordas, bateria]: Newton Carneiro
Baixo: M&#225;rio Cezar Andreotti / Percuss&#227;o: Guelo / Trompete: Nahor Gomes
 Arranjo: Newton Carneiro, Iraj&#225; Menezes e Fran Papaterra</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>(That's Why God Made the Movies) - Paul Simon

Diz que sim, diz que sim
Diz que vai me amar at...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Viravolta</title>
      <description>
        <![CDATA[Ele falou que seu plano de vida era outro
Outro, diferente daquele que foi
Ele falou que queria viver bem mais solto
Solto, muito menos chinês; mais cowboy

Infelizmente o seu plano
Não tinha nada a ver com ela
Anos futuros passados
Jogados pela janela

Ela ensaiou, cabisbaixa, uma espécie de queixa
Mixa, meio chocha e borocoxô
Foi como se sempre ele a fizesse de trouxa
Ducha de água fria no que ela sonhou

Do jeito mais dolorido
Ela sentia na pele
Que não fazia sentido
Aquela vida com ele

Mas esse mundo é sem cabeça e nem pé
Muda de rima e de tom
Tudo muda mesmo, até
Porque o futuro é sempre tão bom

Mas deixa estar que apesar
Das mudanças ainda somos, no fundo, os mesmos

Veja você como é que esse mundo dá volta
Volta, quanto mais volta dá volta mais
Quanto mais o mundo vira, mais dá viravolta
E volta pra onde estava um dia atrás

E, quem sabe, seja por isso
Que os dois novamente estão juntos
O tempo tem um feitiço
E eles se gostam muito

Mas esse mundo é sem cabeça e nem pé
Muda de rima e de tom
Tudo muda mesmo, até
Porque o futuro é sempre tão bom

Mas deixa estar que apesar
Das mudanças ainda somos, no fundo, os mesmos

Violões:  Irajá Menezes / Baixo: Mário Cezar Andreotti / Percussão: Guelo
Viola, piano e bateria eletrônica: Newton Carneiro / Arranjo: Irajá Menezes]]>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 23:58:37 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Ele falou que seu plano de vida era outro
Outro, diferente daquele que foi
Ele falou que queria viver bem mais solto
Solto, muito menos chin&#234;s; mais cowboy

Infelizmente o seu plano
N&#227;o tinha nada a ver com ela
Anos futuros passados
Jogados pela janela

Ela ensaiou, cabisbaixa, uma esp&#233;cie de queixa
Mixa, meio chocha e borocox&#244;
Foi como se sempre ele a fizesse de trouxa
Ducha de &#225;gua fria no que ela sonhou

Do jeito mais dolorido
Ela sentia na pele
Que n&#227;o fazia sentido
Aquela vida com ele

Mas esse mundo &#233; sem cabe&#231;a e nem p&#233;
Muda de rima e de tom
Tudo muda mesmo, at&#233;
Porque o futuro &#233; sempre t&#227;o bom

Mas deixa estar que apesar
Das mudan&#231;as ainda somos, no fundo, os mesmos

Veja voc&#234; como &#233; que esse mundo d&#225; volta
Volta, quanto mais volta d&#225; volta mais
Quanto mais o mundo vira, mais d&#225; viravolta
E volta pra onde estava um dia atr&#225;s

E, quem sabe, seja por isso
Que os dois novamente est&#227;o juntos
O tempo tem um feiti&#231;o
E eles se gostam muito

Mas esse mundo &#233; sem cabe&#231;a e nem p&#233;
Muda de rima e de tom
Tudo muda mesmo, at&#233;
Porque o futuro &#233; sempre t&#227;o bom

Mas deixa estar que apesar
Das mudan&#231;as ainda somos, no fundo, os mesmos

Viol&#245;es:  Iraj&#225; Menezes / Baixo: M&#225;rio Cezar Andreotti / Percuss&#227;o: Guelo
Viola, piano e bateria eletr&#244;nica: Newton Carneiro / Arranjo: Iraj&#225; Menezes</itunes:summary>
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Outro, diferente daquele que foi
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    </item>
    <item>
      <title>Um Grande Amor Tamb&#233;m Termina</title>
      <description>
        <![CDATA[(Fifty Ways to Leave your Lover) - Paul Simon

O seu problema é só cabeça, ela me disse
É paranóia, faz de conta, não existe
Eu gostaria que não fosse assim tão triste
Mas, um grande amor também termina

Ela falou: Eu não costumo me envolver
Mas decidi que essa noite eu vou cuidar bem de você
Vou lhe ensinar que não tem onde, quando, nem porquê
Só sei que um grande amor também termina
Um grande amor também termina

Sabe comé, Zé
Foi só diz que diz, Luiz
Deu no que deu, Léo
Assim não dá pé

E aí, como faz, Brás?
Fiz que fui mas não fui, Rui
Tô que nem sei, Ney
Seja o que Deus quiser

Ela falou: Eu sei como é grande essa dor
Mas, eu garanto que amanhã você vai estar muito melhor
Eu agradeci e disse: Explique, por favor,
O que é o Grande Amor?

Ela falou: Que tal se a gente fosse embora?
O que era antes não será, nem é agora
Me deu um beijo e eu compreendi, quem sabe, ali naquela hora
Que um grande amor também termina
Um grande amor também termina

Sabe comé, Zé
Foi só diz que diz, Luiz
Deu no que deu, Léo
E assim não dá pé

E aí, como faz, Brás?
Fiz que fui mas não fui, Rui
Tô que nem sei, Ney
Seja o que Deus quiser

Violão: Irajá Menezes / Teclado [piano e baixo]: Ricardo Breim
Violão aço e teclado [orgão e bateria]: Newton Carneiro
Arranjo: Sociedade Secreta / Participação especial: Ná Ozetti
]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 23:56:43 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/viravolta/episodes/2007-04-07T16_56_43-07_00</link>
      <dc:creator>Viravolta </dc:creator>
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      <itunes:summary>(Fifty Ways to Leave your Lover) - Paul Simon

O seu problema &#233; s&#243; cabe&#231;a, ela me disse
&#201; paran&#243;ia, faz de conta, n&#227;o existe
Eu gostaria que n&#227;o fosse assim t&#227;o triste
Mas, um grande amor tamb&#233;m termina

Ela falou: Eu n&#227;o costumo me envolver
Mas decidi que essa noite eu vou cuidar bem de voc&#234;
Vou lhe ensinar que n&#227;o tem onde, quando, nem porqu&#234;
S&#243; sei que um grande amor tamb&#233;m termina
Um grande amor tamb&#233;m termina

Sabe com&#233;, Z&#233;
Foi s&#243; diz que diz, Luiz
Deu no que deu, L&#233;o
Assim n&#227;o d&#225; p&#233;

E a&#237;, como faz, Br&#225;s?
Fiz que fui mas n&#227;o fui, Rui
T&#244; que nem sei, Ney
Seja o que Deus quiser

Ela falou: Eu sei como &#233; grande essa dor
Mas, eu garanto que amanh&#227; voc&#234; vai estar muito melhor
Eu agradeci e disse: Explique, por favor,
O que &#233; o Grande Amor?

Ela falou: Que tal se a gente fosse embora?
O que era antes n&#227;o ser&#225;, nem &#233; agora
Me deu um beijo e eu compreendi, quem sabe, ali naquela hora
Que um grande amor tamb&#233;m termina
Um grande amor tamb&#233;m termina

Sabe com&#233;, Z&#233;
Foi s&#243; diz que diz, Luiz
Deu no que deu, L&#233;o
E assim n&#227;o d&#225; p&#233;

E a&#237;, como faz, Br&#225;s?
Fiz que fui mas n&#227;o fui, Rui
T&#244; que nem sei, Ney
Seja o que Deus quiser

Viol&#227;o: Iraj&#225; Menezes / Teclado [piano e baixo]: Ricardo Breim
Viol&#227;o a&#231;o e teclado [org&#227;o e bateria]: Newton Carneiro
Arranjo: Sociedade Secreta / Participa&#231;&#227;o especial: N&#225; Ozetti
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      <itunes:subtitle>(Fifty Ways to Leave your Lover) - Paul Simon

O seu problema &#233; s&#243; cabe&#231;a, ela me disse
&#201; para...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Man Without a Soul / Misterioso</title>
      <description>
        <![CDATA[Na Idade Média, o intervalo de três tons inteiros foi denominado "diabolus in musica" e conseqüentemente proibido pela Igreja de ser utilizado nas composições.
Esse mesmo intervalo, incorporado como peça chave pelo sistema tonal, veio a gerar o que o professor José Miguel Wisnik definiu como o "pacto com o Diabolus".
Se o europeu ouviu no trítono a chance de representar sua crença na superação de todos os conflitos, o negro escravizado, na impossibilidade de qualquer fantasia redentora e habituado a conviver com os aspectos obscuros de seus santos, inventou no Novo Mundo uma música de trítonos.
Origem da moderna canção urbana de consumo, ao mesmo tempo metáfora da transgressão e fonte inesgotável de riquezas, o jazz, o blues e o rock'n roll refazem o pacto impondo suas condições.
Que diabos, duas notas nos falarem tanto assim do Céu e da Terra!

 

MAN WITHOUT A SOUL

I saw this train in the station
My heart said 'go, man, go'
This is the usual situation
For a man without a soul
A soul that was sold on a crossroad
For a pocket of gold

They say right things about me sometimes
The other things they say are wrong
They long to know about my life
And, if it lasts, for long
They say that they want to find out
My unwriten song

You can find me on a crossroad
With my blue suede shoes
You can find me singing love songs
Twelve bar tunes
Wherever a heart had been broken
I'll be there singing the blues

MISTERIOSO (Thelonious Monk)

Teclado seqüenciado igual à versão do disco Thelonious Monk the Composer, com Milt Jackson, vibrafone, Thelonious Monk, piano, John Simmons, contrabaixo e Shadow Wilson, bateria. Guitarra adicional: Newton Carneiro. Arranjo (?): Irajá Menezes.]]>
      </description>
      <guid isPermaLink="true">https://viravolta.podomatic.com/entry/2007-04-07T15_10_13-07_00</guid>
      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/viravolta/episodes/2007-04-07T15_10_13-07_00</comments>
      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 22:10:13 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/viravolta/episodes/2007-04-07T15_10_13-07_00</link>
      <dc:creator>Viravolta </dc:creator>
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      <itunes:summary>Na Idade M&#233;dia, o intervalo de tr&#234;s tons inteiros foi denominado &quot;diabolus in musica&quot; e conseq&#252;entemente proibido pela Igreja de ser utilizado nas composi&#231;&#245;es.
Esse mesmo intervalo, incorporado como pe&#231;a chave pelo sistema tonal, veio a gerar o que o professor Jos&#233; Miguel Wisnik definiu como o &quot;pacto com o Diabolus&quot;.
Se o europeu ouviu no tr&#237;tono a chance de representar sua cren&#231;a na supera&#231;&#227;o de todos os conflitos, o negro escravizado, na impossibilidade de qualquer fantasia redentora e habituado a conviver com os aspectos obscuros de seus santos, inventou no Novo Mundo uma m&#250;sica de tr&#237;tonos.
Origem da moderna can&#231;&#227;o urbana de consumo, ao mesmo tempo met&#225;fora da transgress&#227;o e fonte inesgot&#225;vel de riquezas, o jazz, o blues e o rock'n roll refazem o pacto impondo suas condi&#231;&#245;es.
Que diabos, duas notas nos falarem tanto assim do C&#233;u e da Terra!

 

MAN WITHOUT A SOUL

I saw this train in the station
My heart said 'go, man, go'
This is the usual situation
For a man without a soul
A soul that was sold on a crossroad
For a pocket of gold

They say right things about me sometimes
The other things they say are wrong
They long to know about my life
And, if it lasts, for long
They say that they want to find out
My unwriten song

You can find me on a crossroad
With my blue suede shoes
You can find me singing love songs
Twelve bar tunes
Wherever a heart had been broken
I'll be there singing the blues

MISTERIOSO (Thelonious Monk)

Teclado seq&#252;enciado igual &#224; vers&#227;o do disco Thelonious Monk the Composer, com Milt Jackson, vibrafone, Thelonious Monk, piano, John Simmons, contrabaixo e Shadow Wilson, bateria. Guitarra adicional: Newton Carneiro. Arranjo (?): Iraj&#225; Menezes.</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Na Idade M&#233;dia, o intervalo de tr&#234;s tons inteiros foi denominado &quot;diabolus in musica&quot; e conseq&#252;en...</itunes:subtitle>
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      <title>Capivara </title>
      <description>
        <![CDATA[(I'm the Walrus) - John Lennon e Paul McCartney

Ai de mim que sou assim
Porque no fim o mim sou eu, eu mesmo
Sou tamanduá, tutu marambá
Sou mais de mil
A esmo

Ai, mas que preguiça!
Êta, nóis, que mundo ingrato!

Eu nasci no mato
Sangue mameluco
Ginga de mulato
Coração de curumim

Sou Curupira
Sou Caipora
Sou capivara
Tô jururu

Chefe Nhambiquara pinta a cara
Para o ritual da chuva
Muita saúva, pouca saúde: o meu país
Batuca

Pedra no caminho
Baita sururu de novo
Eu sou Homem Ovo
Sou Leão Marinho
Muito me comovo de carinho por você

Sou Curupira
Sou Caipora
Sou capivara
Tô jururu

No caminho da cidade tinha assombração
Era cor de rosa
Me dizia coisas
Que já nem sei, não

Sou Curupira
Sou Caipora
Sou capivara
Tô jururu

Saravá, meu camará, nhê mungunzá
Bom acaçá
Nhamanga
Sou pai guenguê, saci pererê
Sou boi bumbá
Sou vários

Se fica o bicho pega
Se correr o bicho alcança
Fé que não sossega
Dor que não descansa
Mas meu coração balança ao som de um tamborim

Sou Curupira
Sou Caipora
Sou capivara
Tô jururu, tô tão jururu

Tô jururu, tô tão jururu...

Samples: Strawberry Fields Forever, Obladi-Oblada, A Day in the Life, Twist and Shout [Beatles] / Diamonds and Pearls [Prince]

Teclado [piano, guitarra, orgão, bateria, percussão, orquestra]: Newton Carneiro
Violões aço: Irajá Menezes / Baixo: Mário Cezar Andreotti / Arranjo: Irajá Menezes
Participação especial: Ná Ozetti]]>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 21:57:04 +0000</pubDate>
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Ai de mim que sou assim
Porque no fim o mim sou eu, eu mesmo
Sou tamandu&#225;, tutu maramb&#225;
Sou mais de mil
A esmo

Ai, mas que pregui&#231;a!
&#202;ta, n&#243;is, que mundo ingrato!

Eu nasci no mato
Sangue mameluco
Ginga de mulato
Cora&#231;&#227;o de curumim

Sou Curupira
Sou Caipora
Sou capivara
T&#244; jururu

Chefe Nhambiquara pinta a cara
Para o ritual da chuva
Muita sa&#250;va, pouca sa&#250;de: o meu pa&#237;s
Batuca

Pedra no caminho
Baita sururu de novo
Eu sou Homem Ovo
Sou Le&#227;o Marinho
Muito me comovo de carinho por voc&#234;

Sou Curupira
Sou Caipora
Sou capivara
T&#244; jururu

No caminho da cidade tinha assombra&#231;&#227;o
Era cor de rosa
Me dizia coisas
Que j&#225; nem sei, n&#227;o

Sou Curupira
Sou Caipora
Sou capivara
T&#244; jururu

Sarav&#225;, meu camar&#225;, nh&#234; mungunz&#225;
Bom aca&#231;&#225;
Nhamanga
Sou pai guengu&#234;, saci perer&#234;
Sou boi bumb&#225;
Sou v&#225;rios

Se fica o bicho pega
Se correr o bicho alcan&#231;a
F&#233; que n&#227;o sossega
Dor que n&#227;o descansa
Mas meu cora&#231;&#227;o balan&#231;a ao som de um tamborim

Sou Curupira
Sou Caipora
Sou capivara
T&#244; jururu, t&#244; t&#227;o jururu

T&#244; jururu, t&#244; t&#227;o jururu...

Samples: Strawberry Fields Forever, Obladi-Oblada, A Day in the Life, Twist and Shout [Beatles] / Diamonds and Pearls [Prince]

Teclado [piano, guitarra, org&#227;o, bateria, percuss&#227;o, orquestra]: Newton Carneiro
Viol&#245;es a&#231;o: Iraj&#225; Menezes / Baixo: M&#225;rio Cezar Andreotti / Arranjo: Iraj&#225; Menezes
Participa&#231;&#227;o especial: N&#225; Ozetti</itunes:summary>
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Ai de mim que sou assim
Porque no fim o mim s...</itunes:subtitle>
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      <title>Ao Mar!</title>
      <description>
        <![CDATA["minh'alma vibra de se elançar"

Ao mar!
Meu desejo sempre foi navegar
Desde o Tejo ao mais distante lugar
Por esse mundo de Deus

Não há
Terra aonde a nossa esquadra não vá
Não há nada nesta Terra, quiçá
Longe dos domínios meus

Se mais mundo houvera, lá chegara
Tanta coisa encara a minha nau
Especiarias há
E o mundo há de ser
Um redondo e vasto Portugal

Ao mar!
Meu desejo sempre foi navegar
Desde o Tejo ao mais distante lugar
Por esse mundo de Deus

Não há
Terra aonde a nossa esquadra não vá
Não há nada nesta Terra, quiçá
Longe dos domínios meus

Que haja esperança na tormenta
Nossa frota enfrenta o que surgir
Se orienta pela Cruz
E o mundo há de ser
O que a esquadra lusa descobrir

Teclado [piano, cordas e baixo]: Newton Carneiro / Violino: Ana Maria Oliveira
Bandolim: Roberto Araújo / Arranjo: Newton Carneiro, Rubens Nogueira e Irajá Menezes


SE MAIS MUNDO HOUVERA, LÁ CHEGARA

Num possível próximo disco de canções de Fran Papaterra eu daria mais ênfase às palavras e à maneira peculiar que ele tem de pronunciá-las. Neste não foi o que eu fiz.

O que já de início me atraiu em suas composições foi um apurado senso formal. A inteligência de cálculos e a intuição bem treinada que vinham de seus temas ágeis e sem amarras puxavam toda minha atenção para a arrumação das partes e para a maneira de explorar os campos harmônicos. Até hoje a cada primeira escuta de qualquer canção sua me repito desse jeito.

Naquela época ele estava entregue a compor músicas brasileiras: valsas, choros, sambas. Em todas elas, um indefectível acento blue evidenciava seu modo de ser harmônico, todo ele advindo da sintaxe pop de língua inglesa.

Curiosamente, não havia bossa nova na música do Fran (o que não podia deixar de me causar estranheza). Seus baiões são acompanhados por acordes maiores que se movimentam paralelos como no Jimi Hendrix e seus choros têm cadências que podem lembrar The Mamas and Papas (!).

É óbvio que nada do que ele compõe soa samba funk ou rock rural. A miscigenação já se deu e habita um nível mais profundo onde estruturas análogas podem se encontrar e produzir os sintomas que bem se entender. São as tríades e principalmente um tempo dilatado para as mudanças de acordes (sua maneira de compreender o tonalismo à brasileira pelo viés da balada anglo-americana) que, somados, produzem a secura harmônica que ele arma só para subverter com aquelas melodias indisciplinadas ditas num português castiço fustigado por gírias.

Para quem quer entender, ele sempre conta que começou a gostar de Chico Buarque porque as letras pareciam as do Bob Dylan (!!!).

Outra coisa que eu fui aprender com o curso do trabalho foi o uso que ele faz das rimas. Isso se explica por ele ser um letrista que não lê poesia. Toda sua formação de escritor vem da escuta de canções e da poesia declamada do "seu" Francisco Papaterra, pai dele.

Como a canção nunca assumiu o verso livre da literatura, eu, todo acostumado às rimas brancas dos livros modernistas, me sentia meio mouco na hora de aprender as letras, desatento às nuances, inamovível na minha fissura de analisar... harmonias.

Acontece que é justamente nas rimas, esse recurso da língua que nos oferece aos pares os objetos mais disparatados, que reside o aspecto mais evidente e mais profundo da obra do Fran.

Sua ferramenta de trabalho por excelência, a rima revela ao mesmo tempo o controle técnico que ele exerce sobre a composição e uma maneira particular de experimentar um desejo de ordenação do caos.

A heterogeneidade de elementos na música desse paulistano de Jaú traduz fielmente sua capacidade pessoal de viver as experiências mais variadas. Essa maneira generosa de transitar pela biodiversidade social está toda, acessível, de maneira clara, nas letras de suas mais de duzentas canções. Exacerbando contrastes e realçando as referências do que ele ouviu e usou na hora de compor eu quis traduzir isso musicalmente, como se misturando de maneira crua Thelonious Monk e Robert Johnson eu pudesse compartilhar da utopia de convivência dos contrários que ele não cansa de perseguir. Uma utopia lúdica, lúcida e que eu poderia chamar de quase cínica, porque trabalha por justaposição e não por síntese e que chega a me agredir, tamanha a sem-cerimônia com que ele às vezes desmonta expectativas ou faz uso premeditado de elementos que o bom senso estético refutaria de imediato.

Se num próximo disco eu pudesse, daria mais ênfase às palavras e à maneira peculiar que Fran Papaterra encontrou para pronunciá-las. Neste eu me entreguei à oportunidade de me embrenhar na riqueza musical contida na composição e no imaginário de um letrista sabidamente brilhante.

Como tradutor, muitas vezes fiz papel de traidor, outras tantas me expressei por idiomas que não falo, todas elas na expectativa de me expor, identicamente, através do outro, ao inverso, como nos espelhos... a voz do outro e o outro na voz.

Irajá Menezes
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 21:36:53 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>&quot;minh'alma vibra de se elan&#231;ar&quot;

Ao mar!
Meu desejo sempre foi navegar
Desde o Tejo ao mais distante lugar
Por esse mundo de Deus

N&#227;o h&#225;
Terra aonde a nossa esquadra n&#227;o v&#225;
N&#227;o h&#225; nada nesta Terra, qui&#231;&#225;
Longe dos dom&#237;nios meus

Se mais mundo houvera, l&#225; chegara
Tanta coisa encara a minha nau
Especiarias h&#225;
E o mundo h&#225; de ser
Um redondo e vasto Portugal

Ao mar!
Meu desejo sempre foi navegar
Desde o Tejo ao mais distante lugar
Por esse mundo de Deus

N&#227;o h&#225;
Terra aonde a nossa esquadra n&#227;o v&#225;
N&#227;o h&#225; nada nesta Terra, qui&#231;&#225;
Longe dos dom&#237;nios meus

Que haja esperan&#231;a na tormenta
Nossa frota enfrenta o que surgir
Se orienta pela Cruz
E o mundo h&#225; de ser
O que a esquadra lusa descobrir

Teclado [piano, cordas e baixo]: Newton Carneiro / Violino: Ana Maria Oliveira
Bandolim: Roberto Ara&#250;jo / Arranjo: Newton Carneiro, Rubens Nogueira e Iraj&#225; Menezes


SE MAIS MUNDO HOUVERA, L&#193; CHEGARA

Num poss&#237;vel pr&#243;ximo disco de can&#231;&#245;es de Fran Papaterra eu daria mais &#234;nfase &#224;s palavras e &#224; maneira peculiar que ele tem de pronunci&#225;-las. Neste n&#227;o foi o que eu fiz.

O que j&#225; de in&#237;cio me atraiu em suas composi&#231;&#245;es foi um apurado senso formal. A intelig&#234;ncia de c&#225;lculos e a intui&#231;&#227;o bem treinada que vinham de seus temas &#225;geis e sem amarras puxavam toda minha aten&#231;&#227;o para a arruma&#231;&#227;o das partes e para a maneira de explorar os campos harm&#244;nicos. At&#233; hoje a cada primeira escuta de qualquer can&#231;&#227;o sua me repito desse jeito.

Naquela &#233;poca ele estava entregue a compor m&#250;sicas brasileiras: valsas, choros, sambas. Em todas elas, um indefect&#237;vel acento blue evidenciava seu modo de ser harm&#244;nico, todo ele advindo da sintaxe pop de l&#237;ngua inglesa.

Curiosamente, n&#227;o havia bossa nova na m&#250;sica do Fran (o que n&#227;o podia deixar de me causar estranheza). Seus bai&#245;es s&#227;o acompanhados por acordes maiores que se movimentam paralelos como no Jimi Hendrix e seus choros t&#234;m cad&#234;ncias que podem lembrar The Mamas and Papas (!).

&#201; &#243;bvio que nada do que ele comp&#245;e soa samba funk ou rock rural. A miscigena&#231;&#227;o j&#225; se deu e habita um n&#237;vel mais profundo onde estruturas an&#225;logas podem se encontrar e produzir os sintomas que bem se entender. S&#227;o as tr&#237;ades e principalmente um tempo dilatado para as mudan&#231;as de acordes (sua maneira de compreender o tonalismo &#224; brasileira pelo vi&#233;s da balada anglo-americana) que, somados, produzem a secura harm&#244;nica que ele arma s&#243; para subverter com aquelas melodias indisciplinadas ditas num portugu&#234;s casti&#231;o fustigado por g&#237;rias.

Para quem quer entender, ele sempre conta que come&#231;ou a gostar de Chico Buarque porque as letras pareciam as do Bob Dylan (!!!).

Outra coisa que eu fui aprender com o curso do trabalho foi o uso que ele faz das rimas. Isso se explica por ele ser um letrista que n&#227;o l&#234; poesia. Toda sua forma&#231;&#227;o de escritor vem da escuta de can&#231;&#245;es e da poesia declamada do &quot;seu&quot; Francisco Papaterra, pai dele.

Como a can&#231;&#227;o nunca assumiu o verso livre da literatura, eu, todo acostumado &#224;s rimas brancas dos livros modernistas, me sentia meio mouco na hora de aprender as letras, desatento &#224;s nuances, inamov&#237;vel na minha fissura de analisar... harmonias.

Acontece que &#233; justamente nas rimas, esse recurso da l&#237;ngua que nos oferece aos pares os objetos mais disparatados, que reside o aspecto mais evidente e mais profundo da obra do Fran.

Sua ferramenta de trabalho por excel&#234;ncia, a rima revela ao mesmo tempo o controle t&#233;cnico que ele exerce sobre a composi&#231;&#227;o e uma maneira particular de experimentar um desejo de ordena&#231;&#227;o do caos.

A heterogeneidade de elementos na m&#250;sica desse paulistano de Ja&#250; traduz fielmente sua capacidade pessoal de viver as experi&#234;ncias mais variadas. Essa maneira generosa de transitar pela biodiversidade social est&#225; toda, acess&#237;vel, de maneira clara, nas letras de suas mais de duzentas can&#231;&#245;es. Exacerbando contrastes e real&#231;ando as refer&#234;ncias do que ele ouviu e usou na hora de compor eu quis traduzir isso musicalmente, como se misturando de (continued)</itunes:summary>
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      <title>Do Jeito Que Voc&#234; Gosta</title>
      <description>
        <![CDATA[Música de Irajá Menezes / Letra de Fran Papaterra

Do espetáculo "Do Jeito Que Você Gosta"
encenado pela Trupitê de Teatro sob direção de Carlos Gardin.

A trupe segue
Com passo alegre
De leve, pela contramão
Pernas para que te quero
Coração de aventureiro
Palco, praça, picadeiro
Atenção: distração!
Muita diversão

Pura poesia
Luz, fantasia
Sabedoria de bufão
Quem serão aqueles seres
Que têm mágicos poderes?
Que exóticos prazeres terão?
Onde vão?
Sombras de ilusão

Ser ou não ser?
Eis a pergunta
Que eu sei que nunca
Vou responder

Quem serei eu?
O que será que aconteceu?

Vida passageira
Lépida e ligeira
Rápida e rasteira ela vai
Como eu faço pra vivê-la,
Dar mais brilho à minha estrela,
Transformá-la na mais bela,
Encontrar
Meu lugar
Trupeteatrar?

A trupe é excêntrica
Escalafobética
Elétrica, etc. e tal
Poço de sutis mumunhas
Faz o que nem Deus supunha
Desse tempo testemunha ocular
Peculiar
Música no ar

Haja o que houver
Seja o que for
Há de o futuro ser risonho
Homem, mulher
Coisas do amor
Tudo há de parecer como num sonho
O que haverá depois?
Que será de nós?
Que sentido tem eu gostar de alguém que está longe?
Que disfarce usa quem tão bem se esconde,
Me recusa, não responde?
Por que estou assim
Que será de mim?
Que será do

Córrego de águas trôpegas
Trupe que trafega trêfega
Ritmo que tira o fôlego do pessoal
Saborosos são seus molhos
(sem iguais)
Um colírio para os olhos
(muito mais)
Alegria dos pimpolhos e dos pais
É demais
Truques teatrais

A trupe é aquela
Que atropela
Toda mazela que pintar
A trupe é aquela que se mostra
Sempre alegre e bem disposta
À procura da resposta ideal
Especial
Do jeito que você gosta

Teclado [percussão, baixo, piano e realejo]: Newton Carneiro / Violino: Ana Maria Oliveira
Trompete: Nahor Gomes / Trombone: Sidnei A. Borgani / Voz do palhaço: Irajá Menezes
Arranjo: Newton Carneiro / Participação especial: Ná Ozetti]]>
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      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/viravolta/episodes/2007-04-07T14_30_15-07_00</comments>
      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 21:30:15 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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encenado pela Trupit&#234; de Teatro sob dire&#231;&#227;o de Carlos Gardin.

A trupe segue
Com passo alegre
De leve, pela contram&#227;o
Pernas para que te quero
Cora&#231;&#227;o de aventureiro
Palco, pra&#231;a, picadeiro
Aten&#231;&#227;o: distra&#231;&#227;o!
Muita divers&#227;o

Pura poesia
Luz, fantasia
Sabedoria de buf&#227;o
Quem ser&#227;o aqueles seres
Que t&#234;m m&#225;gicos poderes?
Que ex&#243;ticos prazeres ter&#227;o?
Onde v&#227;o?
Sombras de ilus&#227;o

Ser ou n&#227;o ser?
Eis a pergunta
Que eu sei que nunca
Vou responder

Quem serei eu?
O que ser&#225; que aconteceu?

Vida passageira
L&#233;pida e ligeira
R&#225;pida e rasteira ela vai
Como eu fa&#231;o pra viv&#234;-la,
Dar mais brilho &#224; minha estrela,
Transform&#225;-la na mais bela,
Encontrar
Meu lugar
Trupeteatrar?

A trupe &#233; exc&#234;ntrica
Escalafob&#233;tica
El&#233;trica, etc. e tal
Po&#231;o de sutis mumunhas
Faz o que nem Deus supunha
Desse tempo testemunha ocular
Peculiar
M&#250;sica no ar

Haja o que houver
Seja o que for
H&#225; de o futuro ser risonho
Homem, mulher
Coisas do amor
Tudo h&#225; de parecer como num sonho
O que haver&#225; depois?
Que ser&#225; de n&#243;s?
Que sentido tem eu gostar de algu&#233;m que est&#225; longe?
Que disfarce usa quem t&#227;o bem se esconde,
Me recusa, n&#227;o responde?
Por que estou assim
Que ser&#225; de mim?
Que ser&#225; do

C&#243;rrego de &#225;guas tr&#244;pegas
Trupe que trafega tr&#234;fega
Ritmo que tira o f&#244;lego do pessoal
Saborosos s&#227;o seus molhos
(sem iguais)
Um col&#237;rio para os olhos
(muito mais)
Alegria dos pimpolhos e dos pais
&#201; demais
Truques teatrais

A trupe &#233; aquela
Que atropela
Toda mazela que pintar
A trupe &#233; aquela que se mostra
Sempre alegre e bem disposta
&#192; procura da resposta ideal
Especial
Do jeito que voc&#234; gosta

Teclado [percuss&#227;o, baixo, piano e realejo]: Newton Carneiro / Violino: Ana Maria Oliveira
Trompete: Nahor Gomes / Trombone: Sidnei A. Borgani / Voz do palha&#231;o: Iraj&#225; Menezes
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      <title>Doce Que Era Doce</title>
      <description>
        <![CDATA[E se aquele doce que era doce fosse doce novamente?
E que tal se a gente fosse doce pra valer?
E se do amargo que a distância trouxe
Restasse no ar somente o non sense
E então prevalecesse o doce que vem de você?

Sei que o tempo passa e há de haver graça na saudade que entristece
Mas parece que o tempo esquece de passar
O meu lamento a solidão realça
Em três tempos, numa valsa
Que só seria doce se você fosse meu par

Noites infindas
Idas e vindas
E ainda sinto o seu gosto no meu paladar
Pois, se a saudade aninhou-se covarde
Trouxe o seu mel pra eu provar
O doce que você me dá

Violões e teclado [flautas, cello e sanfona]: Rubens Nogueira e Newton Carneiro
Bandolim: Roberto Araújo / Arranjo: Rubens Nogueira
]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 19:59:30 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>E se aquele doce que era doce fosse doce novamente?
E que tal se a gente fosse doce pra valer?
E se do amargo que a dist&#226;ncia trouxe
Restasse no ar somente o non sense
E ent&#227;o prevalecesse o doce que vem de voc&#234;?

Sei que o tempo passa e h&#225; de haver gra&#231;a na saudade que entristece
Mas parece que o tempo esquece de passar
O meu lamento a solid&#227;o real&#231;a
Em tr&#234;s tempos, numa valsa
Que s&#243; seria doce se voc&#234; fosse meu par

Noites infindas
Idas e vindas
E ainda sinto o seu gosto no meu paladar
Pois, se a saudade aninhou-se covarde
Trouxe o seu mel pra eu provar
O doce que voc&#234; me d&#225;

Viol&#245;es e teclado [flautas, cello e sanfona]: Rubens Nogueira e Newton Carneiro
Bandolim: Roberto Ara&#250;jo / Arranjo: Rubens Nogueira
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      <itunes:subtitle>E se aquele doce que era doce fosse doce novamente?
E que tal se a gente fosse doce pra valer?
...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Ultra-som</title>
      <description>
        <![CDATA[Ela mora dentro de você
Ela é um projeto de bebê
Ontem eu a vi no ultra-som
Parecia ótimo
O seu habitat exótico
O líquido amniótico é tão bom

Ela tem um baita barrigão
Bate a cento e oitenta o coração
Vi as suas mãos e vi seus pés
Mas só verei seu rosto
Que desde já eu gosto
Quando for depois do nono mês

O doutor falou que é uma menina
Luiza que será
Se ele acertar

Ela pode ser o que quiser
Não se contraria uma mulher
Onde for que o amor a acompanhe
Nem nasceu ainda
E é muito bem vinda
Pois há de ser linda igual à mãe

O doutor falou que é uma menina
Luiza que será
Se ele acertar

Mais do que chegou a hora H
E ela diz que quer ficar por lá
De dentro da barriga ela não sai
Vive toda prosa no seu mundo cor-de-rosa
Pois é preguiçosa igual ao pai

Violões: Hermelino Neder e Irajá Menezes / Arranjo: Sociedade Secreta]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 19:52:21 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Ela mora dentro de voc&#234;
Ela &#233; um projeto de beb&#234;
Ontem eu a vi no ultra-som
Parecia &#243;timo
O seu habitat ex&#243;tico
O l&#237;quido amni&#243;tico &#233; t&#227;o bom

Ela tem um baita barrig&#227;o
Bate a cento e oitenta o cora&#231;&#227;o
Vi as suas m&#227;os e vi seus p&#233;s
Mas s&#243; verei seu rosto
Que desde j&#225; eu gosto
Quando for depois do nono m&#234;s

O doutor falou que &#233; uma menina
Luiza que ser&#225;
Se ele acertar

Ela pode ser o que quiser
N&#227;o se contraria uma mulher
Onde for que o amor a acompanhe
Nem nasceu ainda
E &#233; muito bem vinda
Pois h&#225; de ser linda igual &#224; m&#227;e

O doutor falou que &#233; uma menina
Luiza que ser&#225;
Se ele acertar

Mais do que chegou a hora H
E ela diz que quer ficar por l&#225;
De dentro da barriga ela n&#227;o sai
Vive toda prosa no seu mundo cor-de-rosa
Pois &#233; pregui&#231;osa igual ao pai

Viol&#245;es: Hermelino Neder e Iraj&#225; Menezes / Arranjo: Sociedade Secreta</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Ela mora dentro de voc&#234;
Ela &#233; um projeto de beb&#234;
Ontem eu a vi no ultra-som
Parecia &#243;timo
O s...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Meu Pai me Viciou em Bolinha</title>
      <description>
        <![CDATA[Meu Pai me Viciou em Bolinha
Meu Pai me Viciou em Bolinha
Comprou um violão que tinha bolinha, comprou
A professora disse para ele não comprar

E toda vez que alguém me pede
Pra que eu toque uma canção
Que eu conheço de cor

Se o violão não tem bolinha
Perco a linha, não me ajeito
Não sei se eu tô tocando em si ou dó maior
Errei!
Com bolinha eu toco muito melhor 

Violões e trio vocal: Irajá Menezes
Participação especial [guitarra]: Ricardo Corte Real]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 19:39:34 +0000</pubDate>
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      <dc:creator>Viravolta </dc:creator>
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      <itunes:summary>Meu Pai me Viciou em Bolinha
Meu Pai me Viciou em Bolinha
Comprou um viol&#227;o que tinha bolinha, comprou
A professora disse para ele n&#227;o comprar

E toda vez que algu&#233;m me pede
Pra que eu toque uma can&#231;&#227;o
Que eu conhe&#231;o de cor

Se o viol&#227;o n&#227;o tem bolinha
Perco a linha, n&#227;o me ajeito
N&#227;o sei se eu t&#244; tocando em si ou d&#243; maior
Errei!
Com bolinha eu toco muito melhor 

Viol&#245;es e trio vocal: Iraj&#225; Menezes
Participa&#231;&#227;o especial [guitarra]: Ricardo Corte Real</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Meu Pai me Viciou em Bolinha
Meu Pai me Viciou em Bolinha
Comprou um viol&#227;o que tinha bolinha, ...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>M&#227;e, No Que Ser&#225; Que Eu Sou Bom?</title>
      <description>
        <![CDATA[Recitativo:
Irajá Menezes e Fran Papaterra

Quando eu nasci
Ouvi dizer
Que a vida era de alegrias tantas
Tantos prazeres no que há por fazer
Era fácil; era só viver

O tempo passou e não quis responder
Qual o meu destino, afinal
Pra onde eu devo ir
Meu Deus do Céu, por que será
Que eu levo essa vidinha tão normal?

Mãe, no que será que eu sou bom?
Essa é uma pergunta que eu me faço sempre
É, por isso eu faço esse som
Em busca de uma coisa que eu seja realmente o melhor
Que eu dê um nó
Reduza tudo a pó
Que eu quebre o recorde
E sempre consiga
Que o mundo concorde com aquilo que eu diga

Eu digo: mãe, no que será que eu sou bom?
Por toda a minha vida eu tenho perguntado
É, por isso eu faço esse som
Em busca de uma coisa que eu seja disparado o campeão
A grande sensação
O herói da multidão
Que eu tire de letra
E resolva o problema
Desse planeta e de todo o sistema solar

É que eu faço tanto coisa
Mas, meu desempenho é médio
E isso me faz muito mal
Eu não vim pra esse mundo pra, talvez, morrer de tédio
Eu devo ter talento pra ser rei de alguma coisa
Eu tô que não me agüento nessa vida simples e normal

Tchubi du daun, daun
A uba digo lando
Digo lendo
Digo lindo lindão

Não vá ligeiro
No declive
Ave Maria
Padre Nosso
Jesus Cristo
Deus me livre

Teclado [piano, orgão, bateria e percussão]: Newton Carneiro
Violões aço e nylon: Irajá Menezes / Baixo: Mário Cezar Andreotti
Coro: Irajá Menezes e Fran Papaterra / Arranjo: Irajá Menezes e Newton Carneiro


]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 19:35:37 +0000</pubDate>
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      <itunes:summary>Recitativo:
Iraj&#225; Menezes e Fran Papaterra

Quando eu nasci
Ouvi dizer
Que a vida era de alegrias tantas
Tantos prazeres no que h&#225; por fazer
Era f&#225;cil; era s&#243; viver

O tempo passou e n&#227;o quis responder
Qual o meu destino, afinal
Pra onde eu devo ir
Meu Deus do C&#233;u, por que ser&#225;
Que eu levo essa vidinha t&#227;o normal?

M&#227;e, no que ser&#225; que eu sou bom?
Essa &#233; uma pergunta que eu me fa&#231;o sempre
&#201;, por isso eu fa&#231;o esse som
Em busca de uma coisa que eu seja realmente o melhor
Que eu d&#234; um n&#243;
Reduza tudo a p&#243;
Que eu quebre o recorde
E sempre consiga
Que o mundo concorde com aquilo que eu diga

Eu digo: m&#227;e, no que ser&#225; que eu sou bom?
Por toda a minha vida eu tenho perguntado
&#201;, por isso eu fa&#231;o esse som
Em busca de uma coisa que eu seja disparado o campe&#227;o
A grande sensa&#231;&#227;o
O her&#243;i da multid&#227;o
Que eu tire de letra
E resolva o problema
Desse planeta e de todo o sistema solar

&#201; que eu fa&#231;o tanto coisa
Mas, meu desempenho &#233; m&#233;dio
E isso me faz muito mal
Eu n&#227;o vim pra esse mundo pra, talvez, morrer de t&#233;dio
Eu devo ter talento pra ser rei de alguma coisa
Eu t&#244; que n&#227;o me ag&#252;ento nessa vida simples e normal

Tchubi du daun, daun
A uba digo lando
Digo lendo
Digo lindo lind&#227;o

N&#227;o v&#225; ligeiro
No declive
Ave Maria
Padre Nosso
Jesus Cristo
Deus me livre

Teclado [piano, org&#227;o, bateria e percuss&#227;o]: Newton Carneiro
Viol&#245;es a&#231;o e nylon: Iraj&#225; Menezes / Baixo: M&#225;rio Cezar Andreotti
Coro: Iraj&#225; Menezes e Fran Papaterra / Arranjo: Iraj&#225; Menezes e Newton Carneiro


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Iraj&#225; Menezes e Fran Papaterra

Quando eu nasci
Ouvi dizer
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    </item>
    <item>
      <title>Imagin&#225;rio</title>
      <description>
        <![CDATA[Quando eu era só futuro
Prematuro, eu supus
Que no fim do túnel escuro
Haveria de ter luz
Saí com a cara e a coragem
Naquela iluminação
E ganhei uma passagem
Pra eterna viagem da imaginação

Eu uso e abuso do imaginário
Se necessário ou não

Minha mãe me disse: filho,
Um conselho eu lhe dou
Quem andou sempre no trilho
Veio o trem e atropelou
Quando eu fui embora de casa
Já sabia a lição
Descobri que a gente arrasa
Se voa nas asas da imaginação

Eu uso e abuso do imaginário
Se necessário ou não

Fui seguindo com carinho
Meu caminho de aprendiz
Foi assim que eu fiz meu ninho
E criei meus bacuris
A minha cara-metade
Na maior satisfação
Diz que a tal felicidade
Se faz, na verdade,
Com imaginação

Eu uso e abuso do imaginário
Se necessário ou não

Bate a chuva na janela
Penso nela sem querer
Nessa noite sem estrelas
Que poeta eu hei de ser?
Eu acho até engraçado
Colocar-me essa questão
Se o meu céu é estrelado
Do lado de dentro da imaginação

Eu uso e abuso do imaginário
Se necessário ou não

Essa vida dura pouco
Eu já vou pro beleléu
Vou virar anjo barroco
Muito louco lá no Céu
Meu coração se entusiasma
De pensar na situação
O papai aqui fantasma
Um ectoplasma da imaginação

Violão e teclado [piano, flautas, violão de 7]: Newton Carneiro / Bandolim: Roberto Araújo
Trompete: Nahor Gomes / Trombone: Sidnei A. Borgani / Violino: Ana Maria Oliveira
Percussão: Guelo / Arranjo de base: Irajá Menezes / Arranjo: Newton Carneiro



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      </description>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 19:24:51 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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      <link>https://www.podomatic.com/podcasts/viravolta/episodes/2007-04-07T12_24_51-07_00</link>
      <dc:creator>Viravolta </dc:creator>
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      <itunes:summary>Quando eu era s&#243; futuro
Prematuro, eu supus
Que no fim do t&#250;nel escuro
Haveria de ter luz
Sa&#237; com a cara e a coragem
Naquela ilumina&#231;&#227;o
E ganhei uma passagem
Pra eterna viagem da imagina&#231;&#227;o

Eu uso e abuso do imagin&#225;rio
Se necess&#225;rio ou n&#227;o

Minha m&#227;e me disse: filho,
Um conselho eu lhe dou
Quem andou sempre no trilho
Veio o trem e atropelou
Quando eu fui embora de casa
J&#225; sabia a li&#231;&#227;o
Descobri que a gente arrasa
Se voa nas asas da imagina&#231;&#227;o

Eu uso e abuso do imagin&#225;rio
Se necess&#225;rio ou n&#227;o

Fui seguindo com carinho
Meu caminho de aprendiz
Foi assim que eu fiz meu ninho
E criei meus bacuris
A minha cara-metade
Na maior satisfa&#231;&#227;o
Diz que a tal felicidade
Se faz, na verdade,
Com imagina&#231;&#227;o

Eu uso e abuso do imagin&#225;rio
Se necess&#225;rio ou n&#227;o

Bate a chuva na janela
Penso nela sem querer
Nessa noite sem estrelas
Que poeta eu hei de ser?
Eu acho at&#233; engra&#231;ado
Colocar-me essa quest&#227;o
Se o meu c&#233;u &#233; estrelado
Do lado de dentro da imagina&#231;&#227;o

Eu uso e abuso do imagin&#225;rio
Se necess&#225;rio ou n&#227;o

Essa vida dura pouco
Eu j&#225; vou pro belel&#233;u
Vou virar anjo barroco
Muito louco l&#225; no C&#233;u
Meu cora&#231;&#227;o se entusiasma
De pensar na situa&#231;&#227;o
O papai aqui fantasma
Um ectoplasma da imagina&#231;&#227;o

Viol&#227;o e teclado [piano, flautas, viol&#227;o de 7]: Newton Carneiro / Bandolim: Roberto Ara&#250;jo
Trompete: Nahor Gomes / Trombone: Sidnei A. Borgani / Violino: Ana Maria Oliveira
Percuss&#227;o: Guelo / Arranjo de base: Iraj&#225; Menezes / Arranjo: Newton Carneiro



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      <itunes:subtitle>Quando eu era s&#243; futuro
Prematuro, eu supus
Que no fim do t&#250;nel escuro
Haveria de ter luz
Sa&#237;...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>Mais de Mil</title>
      <description>
        <![CDATA[Para Renata

Eu queria lhe encontrar
Que tal a gente ir jantar
Num japonês, ou, talvez,
Melhor, quem sabe, um show
De jazz ou rock'n roll
Mas se você quiser ir ao cinema
Não há problema nenhum
Do sofisticado ao mais comum
Eu topo qualquer um
Pra lhe encontrar qualquer coisa eu aceito
Eu vou a qualquer lugar não importa o jeito que for
Depois do dia em que você surgiu
Meu coração bate no peito a mais de mil

Eu queria viajar
Prum lugarejo à beira-mar
Pegar um trem pra muito além
Pra lá dos cafundós
Enfim nós dois a sós
Longe da fogueira das vaidades
E engrenagens hostis
Onde a gente goste e peça bis
E ocorra ser feliz
Pra lhe encontrar qualquer coisa eu encaro
Eu vou devagar, vou depressa, de carro ou a pé
Depois do dia em que você surgiu
Meu coração bate no peito a mais de mil

Tudo que eu queria
Era que chegasse o dia
Em que você ligasse um pouco pra mim
Ouvisse o que eu digo
Ficasse comigo
E com seu jeito lindo
Sorrindo
Dissesse que sim

Teclado [cordas e kalimba]: Newton Carneiro / Baixo: Mário Cezar Andreotti
Percussão: Guelo / Violão: Irajá Menezes
Arranjo: Rubens Nogueira, Irajá Menezes e Newton Carneiro]]>
      </description>
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      <comments>https://www.podomatic.com/podcasts/viravolta/episodes/2007-04-07T12_14_44-07_00</comments>
      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 19:14:44 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2013-12-05</dcterms:created>
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      <itunes:summary>Para Renata

Eu queria lhe encontrar
Que tal a gente ir jantar
Num japon&#234;s, ou, talvez,
Melhor, quem sabe, um show
De jazz ou rock'n roll
Mas se voc&#234; quiser ir ao cinema
N&#227;o h&#225; problema nenhum
Do sofisticado ao mais comum
Eu topo qualquer um
Pra lhe encontrar qualquer coisa eu aceito
Eu vou a qualquer lugar n&#227;o importa o jeito que for
Depois do dia em que voc&#234; surgiu
Meu cora&#231;&#227;o bate no peito a mais de mil

Eu queria viajar
Prum lugarejo &#224; beira-mar
Pegar um trem pra muito al&#233;m
Pra l&#225; dos cafund&#243;s
Enfim n&#243;s dois a s&#243;s
Longe da fogueira das vaidades
E engrenagens hostis
Onde a gente goste e pe&#231;a bis
E ocorra ser feliz
Pra lhe encontrar qualquer coisa eu encaro
Eu vou devagar, vou depressa, de carro ou a p&#233;
Depois do dia em que voc&#234; surgiu
Meu cora&#231;&#227;o bate no peito a mais de mil

Tudo que eu queria
Era que chegasse o dia
Em que voc&#234; ligasse um pouco pra mim
Ouvisse o que eu digo
Ficasse comigo
E com seu jeito lindo
Sorrindo
Dissesse que sim

Teclado [cordas e kalimba]: Newton Carneiro / Baixo: M&#225;rio Cezar Andreotti
Percuss&#227;o: Guelo / Viol&#227;o: Iraj&#225; Menezes
Arranjo: Rubens Nogueira, Iraj&#225; Menezes e Newton Carneiro</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>Para Renata

Eu queria lhe encontrar
Que tal a gente ir jantar
Num japon&#234;s, ou, talvez,
Melh...</itunes:subtitle>
    </item>
    <item>
      <title>O Lado Esquerdo de Quem Entra</title>
      <description>
        <![CDATA[Nuvem alta, nuvem alta
Por que é que tão alta vais?
Se tens o amor que me falta
Desce um pouco, desce mais

Por onde é que você anda?
Que bicho que lhe mordeu?
Nunca mais a vi por essas bandas
Sinto falta de você e eu

Eu vi que tudo é relativo
No dia em que lhe perdi
Nunca hei de saber qual o motivo
Quem sabia não está mais aqui

É meio dia e a luz do sol
Traz o calor do verão
Mas também é inverno e meia noite
Nos confins do Japão

O lado esquerdo de quem entra
É o direito de quem sai
Quando um vôo alto a gente tenta
Lá de cima cai

Ai de mim que quero mas, não posso
Ter você pra mim
Porque fui feliz com o que era nosso
Hoje sou triste assim

Eu quero tudo por inteiro
Dinheiro não tem valor
Tudo nessa vida é passageiro
Exceto o motorista e o cobrador

É meio dia e a luz do sol
Traz o calor do verão
Mas também é inverno e meia noite
Nos confins do Japão

O lado esquerdo de quem entra
É o direito de quem sai
Quando um vôo alto a gente tenta
Lá de cima cai

Ai de mim que quero mas, não posso
Ter você pra mim
Porque fui feliz com o que era nosso
Hoje sou triste assim

Por onde é que você anda?
Que bicho que lhe mordeu?

Percussão: Guelo / Baixo: Mário Cezar Andreotti
Teclado [piano]: Newton Carneiro / Violões e arranjo: Irajá Menezes]]>
      </description>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 18:25:59 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>Nuvem alta, nuvem alta
Por que &#233; que t&#227;o alta vais?
Se tens o amor que me falta
Desce um pouco, desce mais

Por onde &#233; que voc&#234; anda?
Que bicho que lhe mordeu?
Nunca mais a vi por essas bandas
Sinto falta de voc&#234; e eu

Eu vi que tudo &#233; relativo
No dia em que lhe perdi
Nunca hei de saber qual o motivo
Quem sabia n&#227;o est&#225; mais aqui

&#201; meio dia e a luz do sol
Traz o calor do ver&#227;o
Mas tamb&#233;m &#233; inverno e meia noite
Nos confins do Jap&#227;o

O lado esquerdo de quem entra
&#201; o direito de quem sai
Quando um v&#244;o alto a gente tenta
L&#225; de cima cai

Ai de mim que quero mas, n&#227;o posso
Ter voc&#234; pra mim
Porque fui feliz com o que era nosso
Hoje sou triste assim

Eu quero tudo por inteiro
Dinheiro n&#227;o tem valor
Tudo nessa vida &#233; passageiro
Exceto o motorista e o cobrador

&#201; meio dia e a luz do sol
Traz o calor do ver&#227;o
Mas tamb&#233;m &#233; inverno e meia noite
Nos confins do Jap&#227;o

O lado esquerdo de quem entra
&#201; o direito de quem sai
Quando um v&#244;o alto a gente tenta
L&#225; de cima cai

Ai de mim que quero mas, n&#227;o posso
Ter voc&#234; pra mim
Porque fui feliz com o que era nosso
Hoje sou triste assim

Por onde &#233; que voc&#234; anda?
Que bicho que lhe mordeu?

Percuss&#227;o: Guelo / Baixo: M&#225;rio Cezar Andreotti
Teclado [piano]: Newton Carneiro / Viol&#245;es e arranjo: Iraj&#225; Menezes</itunes:summary>
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Por que &#233; que t&#227;o alta vais?
Se tens o amor que me falta
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      <title>Metamorfose</title>
      <description>
        <![CDATA[ Da opereta infantil "O Príncipe Sapo" de Fran Papaterra e Manuel Filho

Ó, linda Princesa
Satisfaz o meu desejo
Me faz a gentileza
De me ofertar um beijo
A Bruxa fez a malvadeza
De confinar-me nesse brejo

Me enfeitiçou
Me transformou
E da maldição só escapo
No encanto do teu beijo
Eu deixo de ser sapo

Eu já fui tão belo
Cá estou nesse riacho
Vigiando teu castelo
Na solidão coacho
Sou verde do lado de cima
Branquelo, meio azul em baixo

Sou cururu
Tô jururu
No limo da pedra derrapo
No encanto do teu beijo
Eu deixo de ser sapo

Penso no futuro
Junto a ti
Sempre a teu lado
Pisando em chão seguro
Um príncipe encantado
Pra muito além do poço escuro
Eternamente apaixonado

Um beijo teu e aconteceu
Ai, se eu te levo no papo
No encanto do teu beijo
Eu deixo de ser sapo

Com teus beijos adormeço
E esqueço que já fui sapo

Teclado [piano e vibrafone]: Ricardo Breim / Violões: Hermelino Neder e Irajá Menezes
Teclados adicionais: Newton Carneiro / Arranjo: Sociedade Secreta
]]>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 17:26:05 +0000</pubDate>
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&#211;, linda Princesa
Satisfaz o meu desejo
Me faz a gentileza
De me ofertar um beijo
A Bruxa fez a malvadeza
De confinar-me nesse brejo

Me enfeiti&#231;ou
Me transformou
E da maldi&#231;&#227;o s&#243; escapo
No encanto do teu beijo
Eu deixo de ser sapo

Eu j&#225; fui t&#227;o belo
C&#225; estou nesse riacho
Vigiando teu castelo
Na solid&#227;o coacho
Sou verde do lado de cima
Branquelo, meio azul em baixo

Sou cururu
T&#244; jururu
No limo da pedra derrapo
No encanto do teu beijo
Eu deixo de ser sapo

Penso no futuro
Junto a ti
Sempre a teu lado
Pisando em ch&#227;o seguro
Um pr&#237;ncipe encantado
Pra muito al&#233;m do po&#231;o escuro
Eternamente apaixonado

Um beijo teu e aconteceu
Ai, se eu te levo no papo
No encanto do teu beijo
Eu deixo de ser sapo

Com teus beijos adorme&#231;o
E esque&#231;o que j&#225; fui sapo

Teclado [piano e vibrafone]: Ricardo Breim / Viol&#245;es: Hermelino Neder e Iraj&#225; Menezes
Teclados adicionais: Newton Carneiro / Arranjo: Sociedade Secreta
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      <itunes:subtitle> Da opereta infantil &quot;O Pr&#237;ncipe Sapo&quot; de Fran Papaterra e Manuel Filho

&#211;, linda Princesa
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      <title>Pela Estrada</title>
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        <![CDATA[No lugar de onde eu venho sempre faz calor
Sopra um vento pro interior
Lá onde ela mora passa um rio devagar
Rio que vai se embora para o mar

E leva em suas águas nossas mágoas
Nossas lágrimas de amor
Leva no seu leito o amor desfeito
Nosso sonho que acabou
Meu amor brigou comigo
Disse que não vai ficar de bem
Ai de mim, tão triste assim
Sem ela e sem ninguém

Pela estrada afora eu vou sozinho
Sol a pino, chuva, vento, pó
Pelo meu caminho eu vou tão só
Ô, baby, tenha dó

Teclado [baixo, orgão], coro e guitarra The Police: Newton Carneiro
Guitarra: Irajá Menezes / Guitarra reggae: Fran Papaterra
Trompete: Nahor Gomes / Trombone: Sidnei A. Borgani
Bateria e percussão eletrônica: Irajá Menezes e Newton Carneiro
Arranjo: Irajá Menezes]]>
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      <pubDate>Sat, 07 Apr 2007 17:00:06 +0000</pubDate>
      <dcterms:modified>2013-12-05</dcterms:modified>
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      <itunes:summary>No lugar de onde eu venho sempre faz calor
Sopra um vento pro interior
L&#225; onde ela mora passa um rio devagar
Rio que vai se embora para o mar

E leva em suas &#225;guas nossas m&#225;goas
Nossas l&#225;grimas de amor
Leva no seu leito o amor desfeito
Nosso sonho que acabou
Meu amor brigou comigo
Disse que n&#227;o vai ficar de bem
Ai de mim, t&#227;o triste assim
Sem ela e sem ningu&#233;m

Pela estrada afora eu vou sozinho
Sol a pino, chuva, vento, p&#243;
Pelo meu caminho eu vou t&#227;o s&#243;
&#212;, baby, tenha d&#243;

Teclado [baixo, org&#227;o], coro e guitarra The Police: Newton Carneiro
Guitarra: Iraj&#225; Menezes / Guitarra reggae: Fran Papaterra
Trompete: Nahor Gomes / Trombone: Sidnei A. Borgani
Bateria e percuss&#227;o eletr&#244;nica: Iraj&#225; Menezes e Newton Carneiro
Arranjo: Iraj&#225; Menezes</itunes:summary>
      <itunes:subtitle>No lugar de onde eu venho sempre faz calor
Sopra um vento pro interior
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